Segunda-feira, 26 de Março de 2007
manifs - II

Ando com pontaria para as manifestações. De saida do Museo Rainha Sofia, onde um gajo vai de propósito só para ver os 3m por 7m do Guernica e quase esquece os outros 4 pisos, mais uma vez vejo-me emaranhado numa manada de protestantes.

Desta vez eram jovens anarcas, ou anarquistas, okupas, ou lá como se auto-intitulava esta corja de doninhas. Se na outra manifestação contra o terrorismo, ainda por alguma simpatia, me fui deixando envolver na turba, nesta a turba metia nojo.
Bandos de piolhosos maltrapilhos, com honras de escolta policial, protestando ao estado espanhol o direito a habitação.
Isto é capaz de ser a minha ascendência rural a falar mais alto, mas lá de onde venho, quando queremos uma casa temos de ir trabalhar para a pagar. Este conceito de andar feito saltimbanco javardola pelas calles fora, a explorar veias artisticas evidentemente obscuras com tanto sebo, e ainda achar-se no direito de reivindicar algo a uma sociedade sem nunca ter contribuido para a mesma, é coisa que me ultrapassa.
Liberdade de expressão, sim senhora, pois está muito bem e manda a constituição que assim seja. Se um individuo quiser organizar uma manifestação contra a plantação de ananás na Nova Zelândia, é livre de o fazer, para estes moços deu-lhes para isto. Agora sobre o direito a ocupar propriedade privada ou estatal só porque sim, porque a malta é jovem e precisa de um espaço onde vegetar, onde fingir que existe, só á bastonada.


zurzido por j-adn às 12:30
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Segunda-feira, 12 de Março de 2007
España merece otro Presidente

De saida do Starbucks, em plena Recolletos, frapuccino ainda a escorrer pelas mãos, vejo-me ensarilhado numa multidão de bandeiras de Espanha, autocolantes Por La Libertad, cachecois com o Toro da Osborne, gritos e palavras de ordem. Mas o que é que eu estou aqui a fazer? Pergunto a uns marchantes que vem a ser aquilo, dizem-me que vamos protestar contra o levantamento da pena a um Etarra. Que vamos marchar contra o terrorismo. Contra o Zapatero, contra o Governo, contra o que mais houver.

- Ouça, jáo são 3 da tarde e ainda tenho roupa para ir lavar, não vou marchar contra ninguém.

Já de autocolante no bolso, sigo a manifestação por ruas secundárias, pensando eu inicialmente que as mesmas estariam mais tranquilas. Erro.

Durante quase 3 horas ando em circulos pelo centro de Madrid tentando encontrar por onde sair, de uma multidão de pessoas que me parece cada vez maior; 2,5 milhões de pessoas, segundo dados do El Pais.

Nunca tinha tentado fugir de 2,5 milhões de pessoas, e afianço que não é fácil. Por trechos de tempo, vencido, deixei-me ficar, fui vendo o desenrolar da pelicula, o chegar das personalidades. Questionei-me se não seria obrigação minha envolver-me na vida civica da cidade que agora também é minha. Se não deveria solidarizar-me. Conclui que não conheço o suficiente da história, para tomar assim partido.

Se a politica de Zapatero me parece a mais adequada? Não. Nunca considerei a hipotese de negociar com terroristas como válida. Mas não foi este mesmo povo que anda na rua que deu o poder a Zapatero? Desmemoriados ou militantes do PP, quiça foi esta mesma gente que entrou para a história ao eleger um lider com base num atentado dias antes. Provavelmente foi este mesmo povo que preferiu arriscar num quase desconhecido, ao aústero Aznar. Talvez o mesmo povo que ouvi no sábado chamar outra vez Señor Presidente a José Maria Aznar, passando Mariano Rajoy para 2º plano, e Zapatero para criminoso politico.



zurzido por j-adn às 12:04
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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007
fauna e flora

Todos os dias vejo um chileno novo aqui em casa. Desconfio que das duas, três ; ou estes manos andam a fazer tráfico de orgãos ou de xilofones. Provavelmente a Embaixada do Chile em Madrid mudou-se aqui para casa, e os moços esqueceram-se de me avisar. Coisas que acontecem, pá.
Camaradagem e tal a todos os seus patricios que chegam perdidos a Barajas, pois isto afinal o apartamento até é grande e ainda cabe pessoal na banheira.

A escocesa retira prazer sexual da comida. Certo dia estava eu afeitando o pelo (fazer a barba) quando começo a ouvir gemidos vindos da cozinha. Intrigado, fui passajando pelo corredor fora - olha tu queres ver que tá na palhaçada com as bananas..?? Afinal não, a moça estava a deleitar-se sim , mas com um iogurte. Mais tarde vim a aperceber-me que se deleita com quase tudo; chá, cereais, fruta, carne.. é tudo hummmmm e mais hummmm e mais hummm. Mas uma coisa debitada em altos décibeis, chega a ser confrangedor estar perto da moça quando faz as suas refeições.

O espanhol não fecha bem a mala. Diz o gajo que é actor, embora esteja a escrever um livro de suspense que se passa em 2030, que segundo ele o vai deixar mais famoso que o Julio Iglésias. Normalmente, levanta-se pelas 20.30, canta um bocadinho de ópera e vai mudar a água a um bicho que tem dentro de uma gaiola que me parece um esquilo. Tem teorias sobre quase tudo o que gravita no planeta terra, incluindo o degelo lunar que segundo ele está para acontecer a qualquer altura.


zurzido por j-adn às 14:08
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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007
Tim Robbins pasó por Madrid para presentar su nuev...
Tim Robbins pasó por Madrid para presentar su nueva película "Atrapa el fuego", dirigida por Philippe Noyce. El filme, que se proyectará esta misma noche con motivo de la inaguración del Festival de Cine Solidario, narra una dramática historia ambientada en la Sudáfrica del Apartheid.

No intervalo da sua estadia aqui, o bom do Tim ainda teve oportunidade de criticar o PP por não ter participado na marcha contra o terrorismo (ETA), e de declarar que se sentiu usado por ter aparecido a cumprimentar politicos de direita.

O bom do Tim, tá visto que pode ser muito bom a rodar peliculas, mas no que á sensibilidade diz respeito parece tê-la similar á de um elefante. Este jovem prodigio que deve perceber tanto da questão da ETA como eu, ainda assim achou-se creditado para comentá-la e criticar quem entendeu. Pois claro, este gajos andam aqui ás voltas há 30 anos com isto, mas concerteza o Tim recém-desembarcado em Barajas tem evidentemente um ponto de vista esclarecido sobre a matéria. Quanto ao facto de ter aparecido a cumprimentar politicos de direita, julgo referir-se ao Alcaide cá do burgo, vulgo presidente da camara, a quem coube a honra de inaugurar o dito Festival de Cinema e consequentemente cumprimentar todos os produtores idiotas que lhe passaram á frente.

zurzido por j-adn às 08:50
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recepcionista


torre do tombo

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