Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008
regresso ao futuro
Voltei a Lisboa.
A Lisboa do meu pais. Portugal. O meu pais com que já me aborreci vezes sem conta, as mesmas talvez em que fizemos as pazes. Grito-lhe e mando-a á merda. Já mandei. Fizemos as pazes.
O pais que senti falta. Aquele onde voltei para tentar outra vez. Vamos lá ver se é desta, eu agarro-te e tu não cais. O governo, a OTA, a ASAE e o raio que os parta a todos. Os impostos e a revolta ao fim do mês. O 31 das urgências, mais a banca e o diabo a 4.
Mas é aqui também o pais da solidariedade. Em que tudo o que está mal fica para tráz quando é preciso ajuda. E se Portugal precisa de ajuda. Onde palavras como dignidade e espirito de sacrificio ainda fazem sentido.
Onde conheço gente corajosa que cerra os dentes e vai á luta, que maldiz a sua vida mas não a trocaria por nenhuma outra. O fado.
Gente que se emociona pelos feitos dos portugueses no mundo, que chora ao ouvir o hino esteja lá onde estiver, que assa sardinhas na marquise. Ahh orgulho bacoco, nacionalismos palermas? Seja. Isto é mesmo assim. 
O Algarve no verão, o Tejo, o Norte, o Alentejo. Mas há lá isto no mundo? Há, mas não é a mesma coisa. Ameijoas á Bulhão Pato e um Cozidinho á Portuguesa?  Voltas e reviravoltas, aeroportos, gentes, pessoas, ruidos e mundo que não vi igual.
As pessoas, o que faz um país são as pessoas.
Voltassem as mentalidades um pouco maiores, e seria imparável esta nação que já antes conquistou meio mundo.
Fosse a enterrar a merda do sindicalismo á 25 de Abril que serviu quando serviu e acabou, e talvez o caminho fosse para frente. Saudosistas de quê? Da miséria? Subsidios de mediocridade não temos, volte para a semana. 
Temos saudades do futuro e passamos a vida a olhar para trás.
E é para esta Lisboa que voltei. E é nesta terra que lentamente recrio laços com o que não vi, não cheirei, não senti durante algum tempo.
Tempo o suficiente para querer estender a mão ao meu país e dizer-lhe; conta comigo. Vamos lá levar esta merda para a frente! Vamos parar com os queixumes e vamos trabalhar!
 
Exigiremos a quem nos governa que não envergonhe a nossa bandeira, que preste contas ao trabalho feito, que faça o melhor que puder e souber. Que não se deixe cegar por siglas e tratados, que mande ás couves orgulhos partidários; mais; queremos que os partidos se fodam, queremos é que levem o país para a frente.
A padeira de Aljubarrota e o Viriato cá voltarão se necessário for, para vos aviarem dois murros nos cornos, não duvidem, a alma de um povo não morre assim.
 
Vamos Parar de falar mal do país, e vamos trabalhar, ou julgam que nos outros não há problemas? Não olham á vossa volta? Nós temos tudo. Temos a gente, temos a força. A história não vos diz nada? Com muito menos já fizemos muito mais.O caminho é duro e longo, mas apenas depende de nós o futuro que construimos.
Vamos levantar-nos duma vez por todas.
Sim, é para este pais que voltei. Porque acredito.
Acredito em Portugal.


zurzido por j-adn às 09:49
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