Terça-feira, 2 de Outubro de 2007
Fado do Cacilheiro

Quando eu era rapazote

Levei comigo no bote

Uma varina atrevida

Manobrei e gostei dela

E lá me atraquei a ela

P’ró resto da minha vida

 

Às vezes uma pessoa

A idade não perdoa

Faz bater o coração

Mas tenho grande vaidade

Em viver a mocidade

Dentro desta geração

 

Sou marinheiro

Deste velho cacifeiro

Dedicado companheiro

Pequeno berço do povo

 

E navegando

A idade vai chegando Ai...

O cabelo branqueando

Mas o Tejo é sempre novo

 

Todos moram numa rua

 A que chamam sempre sua

Mas eu cá não os invejo

O meu bairro é sobre as águas

Que cantam as suas mágoas

E a minha rua é o Tejo

 

Certa noite de luar

Vinha eu a navegar

E de pé junto da proa

Eu vi ou então sonhei

Que os braços do Cristo-Rei

Estavam a abraçar Lisboa

 

Sou Marinheiro...



zurzido por j-adn às 20:55
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