Terça-feira, 10 de Abril de 2007
uma mala por 500 paus

Ainda há dias debatia com um amigo em solo luso as vantagens das low-cost. Voar barato! Mete-se um individuo em Lisboa por 40 euros! Ele dizia-me que não, que não era possível que concerteza faltaria alguma coisa, nem que fossem as rodas do aparelho.
No caso especifico, experimentei apenas a Vueling e desde ai alinhei militante dessa companhia. Nunca experimentei, mas as descrições que tenho da Ryan Air apontam para uma versão chunga daqueles autocarros que fazem Lisboa-Braga em menos de 15 dias. Um senta-te e cala-te, aperta o cinto se quiseres, se fores mijar pagas. Easyjet e restantes similares desconheço.

Ora voltando á Vueling, além do preço não chegar a meia botella de whisky em qualquer bataclã digno de registo, apontam claramente baterias para o target jovem que se está naturalmente cagando para os talheres de prata. Em vez dos habituais cumprimentos do comandante e restante tripulação, toca Radiohead na descolagem e Barry White na aterragem. Durante o voo, em cada poltrona há um exemplar da Rolling Stone para moer tempo, e já se sabe, se queres cacahuetes para acompanhar chegas a peseta á frente.
Ora tudo muito bem até á data, descontando uns pequenos atrasos de ponteiro aqui e ali, nada de significativo.
Este domingo de páscoa, provavelmente um dos piores dias do mundo para voar, decidiu a Vueling dar razão a esse meu compincha, faltando realmente com alguma coisa, neste caso a minha mala.

Aterrei em Madrid ás 10.30 da manhã de domingo, e conforme da praxe, uma hora pelo menos para esperar bagagem. So que desta vez, a hora pesadamente galgou outra e outra. Assumei-me ao balcão em terra da dita companhia, indagando pelo paradeiro dos meus pertences que por uma única vez e por não ter mais mãos para agarrar tanto saco, continham o computador da empresa dentro. Brilhante. Pelo que percebi não fui caso único nesse dia e nesse voo, sendo pouco original portanto na minha reclamação.
Formalidades preenchidas, " entonces aponte aqui qual o formato da maleta" e espera 1o dias até desatar ao gritos. Nos entretantos chega uma sorte via informática, aos visores destes meus interlocutores, que a minha maleta se tinha quedado em Lisboa a passar a pascoa. Ora nesse caso, não está perdida, está apenas a 650 km daqui.

-ÁAAAhhh tá bem! Entao esqueceram-se de meter aquelas cenas no avião! Ora pois muito bem, são coisas que acontecem, com tanto que pensar é natural que alguma coisa fique para trás! Compreendam no entanto que as ceroulas mais o computador e os rissois me fazem falta aqui. Façam-me lá esse jeitinho a ver se consigo nao ser despedido antes do verão!
-Hombre no pasa nada, no te preocupes! Hay un vuelo por la noche e enbarcaremos tu maleta.
Assim foi, fui dormir uma sesta enrolada numa tortilla de patatas e pelas 23.40 aterrava em Barajas a minha maleta completa e desamassada, que muito putamente decidiu passar o domingo de páscoa em Portugal.


zurzido por j-adn às 12:39
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