Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007
diários

O taxista já me tinha avisado, vous et fous, em vir para aqui sem hotel marcado.

A calcorrear quilómetros pelo centro de Toulouse em busca de poiso para dormir, as respostas eram invariavelmente as mesmas ; completos, não há quartos.

Em terra alheira, quando em apuros para encontrar alguma coisa, há que procurar um árabe. Já antes, perdido em Estugarda, me tinha valido do mesmo. Um árabe é o mais parecido com um português em terra inóspita. Além de se esforçar para se fazer entender e entender-nos seja em que idioma for, se não tem o que procuramos, conheçe quem tenha, ouviu dizer, procura, enfim "desenrrasca".

E pronto, por 50 euros negociados, ali me encontro em pensão estrela árabe sem direito a petit-dejeuner, mas com wc privativo. Imagino o engenho necessário para conseguir plantar um bidé a meio da banheira, por forma a permitir a abertura da porta. Malta inventiva estes magrebinos.

Toulouse é uma cidade limpa, bem construida, com malta estudantil a pedalar pelo empedrado fora. A 4ª maior cidade francesa, livre de ataques na 2ª Guerra, terra de são Tomás de Aquino, de Charles Gardel (pois afinal não era Carlos, nem sequer era argentino), dos Airbus, de meia selecção francesa de rugby, de vinho e baguetes.

De francesas de olho verde e pelo liso, da maior igreja romana do mundo, de gendarmes a cavalo. Na praça central, a meio de uma feira improvisada cruzo-me com  António Monteiro, ex-ministro do neg. estrangeiros, actual embaixador em França. Não o cumprimento nem ele a mim, apesar de ambos termos sentido o odor a português. Estas coisas cheiram-se. 

 



zurzido por j-adn às 21:55
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