Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007
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zurzido por j-adn às 11:59
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ai que o tio zanga-se

No meu tempo sempre que algo corria mal quem pagava era o treinador. As suas declarações são para desviar a atenção de um período menos bom da equipa. E eu até gostava que o Sporting estivesse na segunda fase da Liga dos Campeões e na frente do campeonato. Ele é grande, mas não é grande coisa ."

 Queiroz não consegue compreender porque razão Soares Franco não o confrontou: "Na segunda-feira à noite estive com o senhor Soares Franco. Se ele tivesse dúvidas podia tê-las tirado nessa altura e não o fez. Tornou isso num ataque pessoal." A finalizar: "Não nasci numa posição social que me permita viver de tachos e cunhas e por isso tenho que trabalhar. E tenho muito gosto nisso. E não gostaria de estar na outra posição", concluiu o treinador.

O Sporting respondeu pelo director de comunicação, Salema Garção: "Face ao teor das declarações do senhor Queiroz, ao nível, ao tom, modo e conteúdo, obviamente que o presidente do Sporting não vai responder, até porque a esse nível não está habituado."

in, aqui

a resposta real;

Carlos, se me está a ouvir fique sabendo que o tio Filipe de todo vai entrar em caturreiras com o menino tá a ver? o menino é supê do povo com essa conversa de trabalhar e mais não sei quê, que maçada, que coisa mais desemxabida. Nós tabêm somos imenso assim, qué que julga? Você é optimo e assim, mas não se ponha agora peneirenta, tá? 

Vá, vá pa dentro, fique bem,.

 

 

 



zurzido por j-adn às 11:44
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caganda joga pá

antes de mais devo declarar que não entendo nada de futebol.

aliás, não entendo, nem sou especial adepto. não gosto de futebol, gosto do Benfica, que é uma coisa completamente diferente. qualquer outra partida em que não entrem as papoilas saltitantes, sao basicamente caminhos introdutórios ao sono.

posto isto, sentirme-ia  capaz de a partir daqui dizer as maiores alarvidades sobre análise técnica-tática, mas acontece que não estou para ai virado.

até porque para a minha pessoa ir ao futebol, é muito mais do que o que se passa nas quatro linhas. sou o gajo que come o courato e bebe a mine antes do jogo, que mete cunbersa com os sócios só porque sim, que durante a partida perde largos minutos a olhar em volta.

consequentemente, disperso a minha atenção.

dei por bem empregue os 30euros do bilhete. Além da oportunidade de ver Káká e companhia ao vivo a afagar a bola, (o Seedorf joga muito joder), presenciei uma das melhores exibições do Benfica desde há muito.

merecida ovação ao nuno gomes quando saiu, pois apesar de não ter marcado o homem fartou-se de batalhar, abrir linhas de passe, "moer" a defesa. O trabalho do avançado nao é só marcar, há os daffy ducks que ficam com o trabalho sujo. A chatice é que no Benfica não há quem faça só trabalho limpo, ou seja, encostá-la. Há anos que faz falta outro nuno gomes, mas completamente diferente.

E o Léo? há que renovar o contrato meus amigos, estão á espera de quê? Se é por causa da idade olhem para o Milan ( Maldini, Costacurta, Inzaghi etc, até mesmo o Seedorf).

Ali a qualidade está comprovada, é já um jogador da casa, raçudo e coerente. Trocar o certo pelo incerto ?; vide Miccoli vs Cardozo.

Por falar em idade, caso o maestro pendure as botas no final da época, é provavelmente prematuro, dada a qualidade com que ainda trabalha a redonda.

Nem que seja para os 30 minutos finais, aqueles passes fazem falta a qualquer equipa.

 

 

 



zurzido por j-adn às 09:57
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pau de cabinda

 

Martina Colombari, mulher de Alessandro Costacurta, ex-jogador do Milan.

Tomado directamente de  fonte italiana.



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joe dassin


zurzido por j-adn às 09:17
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Domingo, 25 de Novembro de 2007
trabalhadores do comercio

 


múzzika: taquetinho ou lebas no focinho 1982

zurzido por j-adn às 12:29
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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007
inverno na rua

há poucas linguas tão bonitas de cantar como a portuguesa.

apetecia-me ter dito isto ao Sérgio Godinho quando o vi na Fnac do Chiado. Isto ainda podem ser resquicios da emigração, mas na verdade desde imberbe cultivei gosto pelas lusas melodias. talvez amanhã seja domingo no mundo....

caros leitores; sim vocês os três aí,

não escrevo este português desconexo e sem regras por desconsideração por v/exas. Faço-o por gostar de fluir o texto sem correçoes. gosto de ver como fica a pincelada á primeira. tenho de perder esta mania de estar constantemente a justificar-me.

assim sendo, o eric clapton é provavelmente o sergio godinho dos americanos.

cruzo-me com o francisco louçã ao pé da brasileira. chiado, essa orgia de figuras publicas! apeteceu-me canta-lhe a carregar no erres; dá-lhes com o bloco porrrra! mas o gajo pareceu-me um individuo decente, levava ocúlos escuros e tudo, assim tipo john lennon mas quadrados.

pensando bem, os ocúlos eram um bocado fatelas, mas o homem ia com o passo apressado e não quis estar a importunar. sou um gajo educado basicamente, não curto de incomodar os outros.

as gajas no chiado são boas. quer dizer, todas todas também não, mas há uma quantidade razoável. gosto de as ver de roupa de inverno. ao contrário do sensualismo fácil do trapâncio reduzido do verão, há toda uma montagem imaginativa que tem de ser feita atravéz dos casacos, assim tipo super-home com visão raio-x, e não é só a parte sexual da cena que é fixe.

se eu soubesse que não levavam a mal agarrava-me ás golas dos casacos, assim tipo indigiente, e dizia-lhes ; ouve lá queres ir ali abaixo tomar um café e namorar um bocadinho?

faz falta namorar. desatar aos beijos e isso.

demora-se demasiado tempo com merdas que não interessam nada.  será que se vai rir de mim? o riso é cortante....  estou a suar das maos?

e eu nem a conheço... porra, as pessoas não deveriam ser tao inacessiveis.

tu agradas-me. quero te conhecer melhor. vamos?

tipo; bonitos sapatos, queres foder?

para que tanta merda?

acho que isto é o espirito natalicio.

o pessoal todo agarrado aos melos pela rua abaixo, isso é que era, á pinocada contra as montras das lojas, e zunga zunga zunga, toma lá castanhas, yaaaaahhhhhhhhh.

pronto, aparvalhei. isto até estava a correr bem...

 

 

 

 

 



zurzido por j-adn às 23:09
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há gente

há gente que escreve bem mas sem imaginação,

há gente que tem imaginação mas não sabe escrever,

há gente que não tem nem uma coisa nem outra,

há gente que escreve toda a vida sem escrever coisa nenhuma,

há gente que num guardanapo escreve uma vida,

há gente que numa vida nada escreve,

há gente que nada escrevendo diz tudo,

há gente que não sabe dizer o que escrever,

há gente que escreve o que dizer,

há gente que....

há gente.

 



zurzido por j-adn às 23:00
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serviço público

 

 

e quem era aquele gajo tipo Zé Mário Branco que apareceu a cantar no ultimo Gato Fedorento?

 

 

JP Simões é um artista que passou pelos projectos Pop Dell’Arte, Belle Chase Hotel, A Ópera do Falhado e Quinteto Tati.

João Paulo Simões de seu nome, é conhecido por JP (leia-se "JêPê"). Nasceu em Coimbra em 1970, mas ainda criança emigrou para o Brasil. Regressou a Portugal e mudou-se para Lisboa, onde se licenciou em Comunicação Social, tendo encetado o retorno a Coimbra para participar na fundação dos Belle Chasse Hotel.

Belle Chase Hotel, A Ópera do Falhado e Quinteto Tati, têm sido os habitats onde JP Simões tem concebido e produzido muitas das composições com que se foi distinguindo como magnífico escritor de canções e intérprete.

Em 2006, preparou um novo espectáculo intitulado de "Canções do jovem cão" e anunciou o lançamento da sua carreira a solo, através de um disco em nome individual, com o título de "1970" e que é editado no início de 2007. Foi ainda em 2006 que estreou no cinema o filme "Pele", realizado por Fernando Vendrell, com banda sonora de JP Simões.

"1970" recebeu elogios dos críticos. O público também se rendeu ao trabalho, tendo o álbum passado pelo top 30 de discos mais vendidos em Portugal durante 3 semanas, numa das quais esteve em 12º lugar.

A vida artística de JP Simões não se resume à música pura e dura, tendo em 2003 levado ao palco, através da encenação de João Paulo Costa e da companhia do Teatro do Bolhão, a "Ópera do Falhado", projecto cujo texto saiu da pena de JP Simões e a música foi composta a meias com Sérgio Costa, eterno companheiro de lides, nos Belle Chase Hotel e no Quinteto Tati. O livreto da ópera foi publicado pela editora "101 Noites", em 2004.

No Outono de 2007, é publicado o livro "O Vírus da Vida", contos de JP Simões, ilustrados por André Carrilho. Já ante-estreado em 2006, mas com possibilidades de exposição comercial está o filme de animação Jantar em Lisboa, com desenhos e realização de André Carrilho e textos e banda sonora de JP Simões.



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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007
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olho á minha volta e vejo gente a ler o jornal, a tomar o pequeno almoço, a olhar para ontem.

uma hora, uma hora e meia até chegar, quando não são duas.

á tarde, tudo do principio.

ouço na rádio, que á volta do IC19, há gente que vai estacionar o carro a seguir ao jantar em zonas estratégicas de saida para o engarrrafamento....

não sei o que esperava, se gente aos gritos e a puxar cabelos, se loucos de machado em punho a correr trânsito fora a partir tudo.

não esperava esta apatia, não sei. será que "isto" é normal e só a mim tudo isto me parece surreal? 

será que com o passar do tempo, um gajo habitua-se e resigna-se?

não me apetece habituar a isto.



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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007
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ao balcão da pastelaria;

 

- Se há coisa que eu embirro com os espanhois, é essa idea parva de não instalarem bidés. Uma casa sem bidé para mim não é uma casa. Santissima paciência pá!

- Esses gajos são uns porcos pá!



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uma historia simples

...há os outros, e felizmente ainda há filmes assim. Uma história simples, bem escrita, humana. O natural vestido de bizarro. Facto real, contado pelos olhos de David Lynch.

Um velho de 73 anos que decide fazer 500 km montado num cortador de relva, para visitar o irmão doente. The Straight Story. Um grande filme.

Richard Farnsworth morreu pouco depois de receber o oscar pela interpretação neste filme.

Não conhecia Lynch, ou melhor nunca tinha visto imagem do personagem. Não fosse o aparato  de fotográfos, o sujeito de poupa a entrar pelo centro de congressos do estoril de cigarrinho nos queixos, provavelmente sequer chamaria a atenção.

Lynch manda avisar que não traz discurso preparado, que vem apenas para conversar. Meditação transcendental. O tema teve direito apenas á primeira pergunta,  a partir dai foi o esperado; filmes, filmes e filmes. David educamente a tudo responde, tentando reintroduzir o  tema disfarçadamente entre cenas e actores. Era de ver.

Alguém na plateia-  Vi um dos seus filmes, e tenho a sensação que não o percebi.

David Lynch - Não se preocupe, essa sensação é comum.



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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007
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Outside of a dog, a book is a man's best friend. Inside of a dog it's too dark to read.

 

Groucho Marx



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continuidade

senhores espectadores,

 

faremos uma pausa para compromissos publicitários, a emissão segue dentro de momentos.



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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007
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Terça-feira, 13 de Novembro de 2007
carta aberta

Piers Merchant, assessor do deputado europeu Roger Knapman, acusa o sistema judicial português de ser «corrupto» e explica que o Governo inglês se tem envolvido no apoio aos McCann porque «Portugal não tem uma verdadeira tradição de direitos civis, liberdades e democracia»

É por isso que, no entender deste conservador, se justifica o envolvimento de Downing Street no caso de Madeleine McCann: «os cidadãos britânicos devem ser protegidos de um sistema estrangeiro que não é digno de confiança».

in SOL

Meu Caro Piers Merchant,

Antes de mais devo sugerir que tires a cabeça do cú, pois as tuas declarações tresandam a bafio, além de que assim não me ouves. Vamos lá ver, a "coisa" até tem andado mais ou menos, a gente por aqui até se tem esforçado para fingir que não nos importa o que os papeis higiénicos q que chamam jornais na tua terra publicam sobre nózes, por conta de um casal de bifes que perdeu a filha. Apenas isso meu caro, mais um casal entre milhares que infelizmente perdem um ente. Podia ser aqui, ou na China. Agora, com essa conversa estas a começar a chatear pá.

Apesar de sermos um pais de terceiro mundo, temos consciência que vivemos do turismo, e portanto os euros que os teus patricios cá deixam todos os verões, foram alicerce fundamental na forma como todo este pais se esforçou em encontrar a criança e apoiar os pais da mesma. Não me lembro de algum dia ter visto mobilização tamanha por uma causa. Chama-nos interesseiros se quiseres. Nós preferimos pensar que somos malta solidária com essas cenas. Epá somos assim o que é que queres, o Eça de Queiroz deixou-nos este legado romantico e o fado já sabes que é um soundtrack do catano.

 

A Policia Portuguesa, apesar dos  seus defeitos e imensas limitações orçamentais, quer-me parecer que neste caso especifico deve ter feito os possiveis e impossiveis para encontrar uma solução, para mais sentindo-se vigiada pela vossa prensa altamente isenta como bem sabemos.

No entanto somos humildes, e sabemos existir margem para aprendizagem, talvez mesmo seguir o exemplo de uma certa policia europeia altamente eficaz que espetou um balázio num brasileiro no metro, porque o moço andava a correr de mochila. Realmente, dou-te razão ó Marchand, a Policia Portuguesa nesse especificio é muito fraquinha. Estou farto de ver pessoal a correr no metro de mochilas e ninguem os mata pá. E olha que as carruagens andam a abarrotar... Aquilo anda um pandemónio!  

Bom, mas não queremos que fiques chateado com a malta pá, serás muito bem recebido quando em Agosto te fores lagostear para as 3º mundistas praias algarvias, enquanto provavelmente a senhora tua esposa andará a experimentar cavalgar um puro sangue lusitano. Sabes que os machos lusitanos são muito apreciados pelas fêmeas da tua terra não sabes? Ouvi dizer que aí os teus compinchas é que não achavam muita graça ao corropio veraneio que assola este pais, mas não quero acreditar que tu sejas assim. Assim tipo..tipo... corno retorcido.  Não , não! Isso ia toldar-te a ideia que fazes de nós e  com um nome desses só podes ser um gajo esclarecido.

Sei que fizeste essas declarações com a melhor das intenções, pelas quais quero daqui deste pequeno e atrasado pais, enviar cordiais saudações a esse farol de eficácia social que é o Reino Unido. Ah..é verdade, já descobriram quem é que matou a Diana? Não? então mas isso não foi há 10 anos?....Ah foi um acidente? Hum... Então e porque é que reabriram o processo agora? Ah encontraram provas? Malta eficaz e credivel é assim pá!

PS - manda beijinhos á tua mulher.

 



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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007
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Hugo Chavez - El señor José Manuel Barroso es un fascista!

D. Duarte Pio - O que é que o senhor disse? É q.q.q.q.q.q.u.ue eu ouço muito mal sabe

Hugo Chavez - José Manuel Barroso es un fascista!

D. Duarte Pio - Ó meu caro senhor, eu não o entendo da da da da,  o senhor tem uma maneira de falar esq.q.q.q.q.uisita..

Hugo Chavez - Jose Manuel Barroso Fascista!!!

D. Duarte-  Pois, sabe isso é lá com ele,,, eeeuuu nãoo...

Hugo Chavez- Y su bigote es ridiculo!

D. Duarte Pio - O meu bigote!? Pelo Francisco Rafael Humberto Manuel que te avio uma cabeçada á cais-do-sodré ó indio. Ó Isabelinha, vai lá abaixo buscar-me o sabre, anda filha, que isto vai haver merda.

 



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Sábado, 10 de Novembro de 2007
project3


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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007
Ensaio sobre o Alcovitarismo

Alcovitar

v. tr.,

servir de intermediário em relações amorosas;

inculcar;

mexericar;

v. int.,

servir de alcoviteiro;
intrigar.

 

" As alcoviteiras dedicavam-se a combinar casamentos e a desviar raparigas jovens para a prostituição. A actividade, proibida por lei (as ordenações manuelinas condenam-nas), era encoberta por uma série de outras, e, assim, as alcoviteiras diziam-se bordadeiras e fabricantes de cosméticos. Consideradas bruxas pela população, eram açoitadas em público. "

 

 

Segundo Theodore Zeldin " a reputação é o purgatório moderno ". Plena de actualidade, esta frase resume na sua gênese a explicação de fatia substancial do comportamento humano moderno.  Desde inícios da idade média, a reputação passou a assumir papel preponderante na constituição da sociedade enquanto estrutura base da vida dos povos.

Vivendo e convivendo em grupos sociais estratificados, os cidadãos passaram a definir papeis sociais, assumindo a moral e o bem viver como doutrina muitas vezes ditada pela religião.

 

Não será possível dissociar o papel da igreja, enquanto condutor e aglutinador da moral e costumes, servindo durante séculos como cânone sagrado disciplinador. A interpretação excessiva, aliás, como sempre, levou a extremismos e consequentes julgamentos e chacinas públicas. Nem vale a pena entrar pela Inquisição, senão nunca mais saiamos daqui, e acto continuo, as ratas teriam de voltar para a sacristia.

 

Até aqui tudo normal. História, pura história. O estranho mes amis (momento Mário Soares) , é que neste especifico, o comportamento humano pouco progrediu nos últimos séculos. Aos dias de hoje, século XXI, a reputação continua a assumir um papel exarcebado na sociedade moderna. Continuamos a assistir a uma pífia e ridícula tentativa pidesca (Bloco de Esquerda) de catalogar comportamentos.

 

Já dizia Jean Paul Sartre " o inferno é o outro, se o outro existe, a existência do homem está ligada ao pensamento, ao julgamento que o outro faz de si ". O que nos poderia levar a concluir, que o alcovitarismo é assim condição quase humana. Quero crer que não. Mesmo não entrando pelas megalomanias de Nietzsche sobre o Super-Homem, ainda assim há espaço para esperarmos mais da raça humana e da respectiva capacidade para viver em sociedade.

 

Sem consequentemente esperar arautos dos bipedes que povoam o planeta azul, sabemos reconhecer falsidade mesmo quando encapotada em bocas "pias". Por outras palavras, temos capacidade suficiente para distinguir os simples de espírito á maldade cobarde. Viremos o cubo do avesso; imaginemos a tristeza de uno se aperceber da mediocridade  e pequenez da sua própria vida, ao ponto de desperdiçá-la a maldizer a dos outros.

 

Pequenez. Essa é a palavra. Como disse Dick Corrigan, e bem " pessoas brilhantes falam sobre idéias, pessoas medíocres falam sobre coisas, pessoas pequenas falam sobre outras pessoas".

 

Tenho para mim, que as pessoas especialmente dadas ao alcovitarismo desenvolvem cús maiores. Explico; o tempo passado em mesas de café, sofás com novelas de cordel nas pernas, e a própria maledicência engolida vezes sem conta, aloja-se finalmente em torno da zona de expulsão anal. Parecendo que não, a própria mãe natureza defende esta sub-espécie ao dotá-la de almofadas naturais, sabendo-as necessárias á sua actividade mundana.

 

Vivemos hoje (se é que não foi sempre) o tempo do boato. Da calúnia cobarde e anônima. Que por estar invariavelmente coberta de ridículo, muitas vezes a única solução é o simples desprezo. Evidentemente, quando lançadas, estas farpas "inocentes" jamais equacionam o poder destrutivo que podem ter na vida alheia. Talvez não sejam afinal tão inocentes assim.

Sabendo-se refugiados no comentário anônimo entre-dentes, no diz que disse, ouvi dizer, desconfio, estes répteis sociais sentem-se seguros para assim evangelizar toda a sua retórica retorcida. Espelham nos seus alvos as suas próprias perversões, inseguranças, vilanagens, mirando assim um reflexo difuso das suas merdosas personalidades.

 

Pobre dos desgraçados que se dêem ao trabalho armar defesas.  Aos visados, diz o povo " quem não se sente não é filho de boa gente", e já se sabe que o povo tem sempre a sua cota de razão. Mas o povo também diz " nunca discutas com um imbecil, pois ele rebaixa-te ao seu nível e depois ganha-te em experiência", além da clássica " os cães ladram e a caravana passa". Isto tudo para concluir que para o mesmo problema, existem várias soluções, e que o povo além de bipolar é esquizofrénico.

 

Apontamento – apesar de na introdução deste breve texto, ser feita uma alusão ás alcoviteiras no feminino, penso ser notória a cada vez maior densidade de alcoviteiras de barba rija. Possivelmente influenciados pela índustria del corazon , ou quiçá por educações menos pródigas em princípios básicos, é visível a olho nu a profusão dos machos da espécie com queda para apoiar o cotovelo na janela da marquise.

 

Poderemos concluir que o individuo sofrerá desta fobia típica de meios pequenos e será refém de si mesmo, enquanto não desenvolver a capacidade de se abstrair do "conversê" alheio, principalmente quando o mesmo é usualmente impregnado de  requintes de malvadez. Até porque, nada mais fácil que denegrir a imagem de outro, assim alguém chame a si essa tarefa.

"Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter a oportunidade de se vestir." – Winston Churchill

 

Quanto ás sub-espécies (tecnicamente também conhecidas por gentis mal-fodidis,) que se alimentam destes pequenos nadas sociais, destinou Alá O Grande, calvário suficiente o vazio das suas próprias vidas. A própria seleção natural social, se encarregará de apartar estes para juntos dos seus, pois como é sabido a ninguém lhe cai bem a sensação de deixar a sala com medo do que aí se vai dizer na sua ausência.

Além de que, normalmente, pelos diâmetros exagerado dos seus cús, esta gente tem a natural tendência a ser muito flautulenta e isso apesar de cómico no inicio, passado uns tempos começa a chatear. A gosma largada pela viscosidade das entranhas destes parias enquanto sentenciam, é também altamente desaprecidada por donos de tapetes de arraiolos, pois dizem que as manchas são uma porra para tirar.

 

Longe Presidente, longe de querer armar em tão curtas estacas o altar moral, é talvez chegada a altura de declarar independência á imbecilidade. Ou talvez de apenas rufar os tambores dos bobos, clamando ao humor que salve o espetáculo da hipocrisia humana.

 

É sabido que no final a verdade é como o azeite, e como dá pouco jeito andar com púcaros atrás a fim de ferver tudo o que nos é cuspido, é talvez melhor solução ir soltando as diásporas hilariantes das teorias da conspiração . Para finalizar, não vou citar mais ninguém, pois esta missiva já tresanda a pedantismo bacoco... bom talvez só mais um.. e não é bem uma citação, portanto não conta; É rir meus caros! Afinal, como descobriu há séculos Honoré de Balzac, não há melhor comédia que a comédia humana.

 
(continua...ou talvez não)


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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007
trabant


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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007
...


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...

o que aprendi com o tempo?

 

a fazer menos barulho.

 

vou e venho e não dou cavaco a ninguém.

 

já antes escrevi manifestos e odes a justificar este mundo e o outro. porque parto, porque fico. deixou de fazer sentido justificar-me.

 

oiça, não diga a ninguém mas ainda não sei muito bem o quero fazer á minha vida, e que tenciono manter-me assim durante os proximos 70 anos.



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glyanec


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2.75

os dois euros e setenta e cinco cêntimos da Sábado e a crónica do Alberto Gonçalves. 

 

enerva ter que pagar quase 600 paus para ler uma página da revista (a última ainda por cima), mas dava muita bandeira arrancá-la na papelaria.

 

 

 

 



zurzido por j-adn às 22:39
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...

 "De repente sou confrontado com situações de que não lembro de nada... eu andei debaixo de álcool, álcool misturado com drogas, não é o haxixe e essas coisas que vocês tomam agora, era o Lorenine, era o Valium, era essas merdas. Eu tinha dias em que não me lembrava, no dia seguinte, absolutamente de nada... podem contar-me tudo o que quiserem que eu não vou negar, mas vou negar para quê? Já não consegues desfazer em muita gente a opinião que fazem de ti, é muito difícil de desfazer... por exemplo, o B.B., foi ele que apresentou esse livro de Coimbra, o lançamento foi ali na livraria Ler Devagar... eu não fui lá, ficou muito ofendido... eu se fosse lá era para lhe dar com uma bengalada... o gajo começa: “Luiz Pacheco, bebedeiras, prisões, sexo bilateral... até parece que ninguém viu o B.B. bêbedo... eu por acaso vi... às vezes aparecem-me aqui gajos que dizem que me conhecem... sei lá quem são os gajos, não faço ideia nenhuma... um dia destes apareceu aqui um gajo: “eu sou o António Carranca”, como quem diz “eu sou o Napoleão”... eu não fixo caras... quando você chegou aqui, se dissesse “eu sou o Kadafi”, eu acreditava... mesmo com os óculos eu levo uns segundos... se fores às Caldas da Rainha há montes de gajos que me conhecem ou se lembram de mim e eu não faço ideia quem são...

 

entrevista de Luiz Pacheco



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...

e nunca mais chega dia 29 de Novembro.

 

 Paco de Lucia em Lisboa.

 

no campo pequeno, que parece que é aquele edificio que antes tinha touradas e assim.

 

 e Tom Waits hum? para quando? também tenho de ser eu a tratar disso?



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tempo de antena

por curiosidade mórbida, zipo pela ficção nacional.

ó senhores, não dava para fazer alguma coisa á luz?

cenas de interiores então jesus, parece ser sempre meio-dia em todo o lado.

 

ofereci  uma antena parabolica ao meu pai, pois queixava-se que só conseguia ver a RTP 2 porque o resto era tudo uma merda. 

agora tem 999 canais de todo mundo e arredores. ligou o aparelho 2 vezes. diz que só vê a RTP 2 porque o resto é tudo uma merda

em principio vou aproveitar a antena para fazer uma mega-frigideira-wok para assar chouriços.



zurzido por j-adn às 21:56
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recepcionista


torre do tombo

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