este blog acabou.
até já.
os coldfinger, da margarida pinto, que não, não é a moça que aparece no video, até quando sem a merecida audiência?
Do cardona (ex- blasted mechanism), da voz e das misturas.
E vejo carradas de porcaria empacotada e promovida nas estantes da fnac.
bem sabemos que os musicos ja nao vivem dos cds, mas sem promoçao, como chegam aos concertos?
voltando ao salero do lado que praticamente so consome musica interna tantas vezes de qualidade duvidosa, entao e por aqui? nao temos qualidade?
temos. ah e as quotas de musica na radio e tal, pois etc etc.
canso-me a mim próprio em argumentaçao.
muita vezes antes sequer de escrever esgoto os temas na minha cabeça.
noutras a escrita flui, decantando nao sei onde, indo parar a nao sei que
este blog anda a derivar para uma onda urbano-patriótica.
um dia destes formo um novo partido de direita, ou então junto-me ao manel monteiro, para ver se o homem consegue juntar malta suficiente para fazer umas peladinhas ao fim do dia.
jogo a trinco.
já não me lembro se coloquei aqui antes esta cancion, se o fiz recoloco, whatever , a mari dos chambao justifica
volver a españa, matar saudades de tapas y cañas, este pais que me encanta, sorriso
gosto de tudo aquilo, que queres que te diga joder!?
frontalidade; que cojones, fiesta y labor.
jamon ibericos em pao de 15 dias, mas que importa isso, se a alegria desponta na rua?
colores nuevos. muita cor, españa tem cor, muito salero, pouco cinzento
muito vermelho e negro. a cor tem cor. o cheiro tem cheiro.
os olhos pintados, o traço negro, cabelos, a pele, o dançar
copos ao alto e brindes
tao diferentes e tao iguais a nós.
vamos de chopitos y cañas, otra mas
afinal fado y flamenco é tudo conversa de guitarras.
- Não me espanta esses instintos, pois o homem "só" saiu da floresta há 25 mil anos.
Jack Nicholson arqueia as pestanas , soturno, enigmático..
a chave de toda a expressão está no "só".
Só 25 mil anos.
Seja, realmente comparando com o meio em redor, existente há milhões de anos, ou formado em camadas milenares gota a gota, o homem enquanto ser que habita esta planeta não passa de um parnasiano acabado de chegar.
Mais; enquanto evolução da espécie, estamos ainda numa fase inicial se comparados com a grande maioria dos animais.
Onde quero eu chegar com isto? Não sei. Mas estou a gostar.
Não deixa de ser frustrante pensar que a nossa chama de vida se consumirá muito antes de atingirmos o climax enquanto espécie. E será que o climax existe, ou a espécie é mutável constantemente, consoante o meio ambiente em que se insere?
Por outro lado, é confortável saber que vivemos numa época em que "ainda" disfrutamos de alguma estabilidade planetária apesar de toda a ameaça ambiental. Dentro de algumas gerações, e caso se mantenha o estado actual, a espécie passará certamente por dificuldades em perpetuar a evolução, ou mesmo a continuidade.
Nessa altura, e a fazer fé nos programas espaciais, é tempo de ir pregar para outra frequesia, plantar batatas noutra terra.
Vistas as coisas numa óptica de Administrador deste imenso Condominio planeta Terra ;
- Estes gajos chegam aqui e pensam que isto é tudo deles, traçam fronteiras a regua e esquadro e arranjam merda com os vizinhos , partem e sujam isto tudo, e depois põem-se na alheta!
Olha ca...ca...ca...
Pois.
o meu sonho era ser dublador nos canais de cabo.
poder dobrar aqueles diálogos fantásticos em programas de motos, ou de viagens.
e dizer;
- Ohhh, ora bolas Pete, estás a abusar da sorte.
isso é que era
há coisas sagradas, intocáveis, partes do imaginário, independentes de atestados de qualidade, partes do crescimento.
Die Hard é assim; John Maclane é uma instituição.
Yppi kay ye motherfucker!
A partir do primeiro é esticar a corda, chegar ao quarto é assassinar a sangue frio todo uma babel de recordações, veneração do espirito filme de acção dos 80´s.
Certo que os eighties estão na moda, mas há coisas que lá deviam ter ficado. Pegar-lhes, vê-las, recordá-las, não refazê-las.
Live free or Die Hard é a completa negação de toda a saga Maclane. Cenas inverosimeis, enredo confuso, argumentário pobre... una tremenda cagada coño.
Concerto mudado do coliseu para o LUX, força da bilheteira?; claramente, não deviam estar mais de 300 freaks naquela cave da rocha conde de óbidos.
Os rifs são bons, potentes, punk very british rasgado, tudo navega apesar da merda cada vez mais evidente do técnico de som, feeds por todo o lado, espetáculo da paróquia.
Concerteza que Pete Doherty pode dar-se ao luxo de mirar a plateia com aquele ar de segunda-feira, desprezo-vos comuns mortais, afinal de contas eu como a Kate Moss e vocês não. Por isso é normal e quase óbvio que o maior hit da banda se intitule "Fuck Forever". Claro.
Pode a banda sobreviver pela força do seu front man? Pode. Pazadas de adolescentes presentes sem conhecerem uma música, porque o Pete estava lá. O Pete apesar da escáfia ambulante que aparenta, tem um sentido de espetáculo raro. Mesmo perante uma plateia de meia dúzia de gatos pingados o homem saca stage dives, atira compal de maçã (que bebeu o concerto todo!), distribui o microfone pelo público.. etc etc
O inverso pode também acontecer. Podem nunca ser levados a sérios, porque afinal são a banda do Bad Boy Pete, que afinal não passam de media bubbles, paparrazzis e pouca uva. O que seria uma pena, pois há ali material, há ali Trainspotting, Blur, Sex Pistols, Nick Hornby, Irvine Welsh.
...eu se fosse o João Cesar das Neves, era gajo para escrever um texto sobre o preço do barril de petróleo. Começava por lembrar que há um ano atrás um barril custava 59 dólares e agora custa 100.
Talvez fizesse alguma alusão á guerra do Iraque pelo meio, tratando o assunto com a merecida ironia, ligando pontos e repontos, talvez zurzindo teorias da conspiração.
Falaria certamente na incompetêcia com que o ocidente gere o assunto petrolifero, ou talvez recorresse aos resultados de algumas empresas, para demonstrar por A mais B como este galopante desgoverno mercantil tem sido tão agradável para alguns(poucos).
Quiça chamaria a atenção para o facto de o assunto ser quase religiosamente evitado, em quase todos os discursos de quanto é politico influente por esse mundo fora.
Que a OPEP tem muito poder sim senhor, que afinal regulam meio mundo conforme lhes dá na real gana, que neste mesmo periodo no ano anterior e face a informações de menores reservas, os preços eram apesar de tudo muito mais baixos, contrariando assim qualquer lógica neste matéria....
mas isso era se eu fosse o João Cesar das Neves.
azar do caralho é quando um individuo embarca numa chata para emigrar para a Europa, e vai encalhar em Olhão.
E estes são os meus principios!!!
bom, mas se não gostares deles tenho outros...
Groucho Marx,
tradução livre
repare-se que este blog não é urbano depressivo o suficiente, para embrenhar-se nos normais textos natalicios ou de balanço anual.
em caso de dúvida é consultar as crónicas do alberto gonçalves na sábado.
começa a chatear-me que o alberto traduza por palavras quase tudo o que me assoma a mente.
entretanto não tenho léxico suficiente, para descrever o actual estado da clara de sousa.
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